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26.2.05


Estou chegando agora e vou fazer meu primeiro post aqui....
Bem, vou me apresentar....sou uma bruxinha muito comunicativa, adoro poesia, adoro a vida e tudo o que pode ser transformado pela energia do universo...pelo fluido que dá vida ao mundo e faz tudo acontecer...
infelizmente não tenho muito tempo pra ficar escrevendo hj, estou bem atarefada...mas tentarei voltar mais tarde ou outro dia...
Espero trocar muitas mensagens com vcs....
Deixarei um pequeno conto hj....
xau e t+

MARISTELA

A Rosa

Havia num bosque isolado uma bonita violeta que vivia satisfeita entre suas companheiras. Certa manhã, levantou a cabeça e viu uma rosa que se balançava acima dela, radiante e orgulhosa. Gemeu a violeta, dizendo: "Pouca sorte tenho eu entre as flores! Humilde o meu destino! Vivo pegada à terra, e não posso só levantar a face ao sol como fazem as rosas." A natureza ouviu, e disse à violeta: "Que te aconteceu, filhinha? As vãs ambições apoderaram-se de ti? - "Suplico-te, ó Mãe poderosa", disse a violeta. "Transforma-me numa rosa, por um dia só que seja." - "Tu não sabes o que estás pedindo", retrucou a natureza. "Ignoras o que se esconde de infortúnios atrás das aparentes grandezas." - "Transforma-me numa rosa esbelta e alta", insistiu a violeta. "E tudo o que me acontecer será a conseqüência dos meus próprios desejos e aspirações." A natureza estendeu a mão mágica, e a violeta tornou-se uma rosa suntuosa. Na tarde daquele dia, o céu escureceu-se, e os ventos e a chuva devastaram o bosque. As árvores e as rosas foram abatidas. Somente as humildes violetas escaparam ao massacre. E uma delas, olhando em volta de si, gritou às companheiras: "Hei, vejam o que a tempestade fez das grandes plantas que se levantavam com orgulho e impertinência." Disse outra: "Nós nos apegamos à terra; mas escapamos à fúria dos furacões." Disse uma terceira: "Somos pequenas e humildes; mas as tempestades nada podem contra nós." Então a rainha das violetas viu a rosa que tinha sido violeta, estendida no chão como morta. E disse: - "Vejam e meditem, minhas filhas, sobre a sorte da violeta que as ambições iludiram. Que seu infortúnio lhes sirva de exemplo!" Ouvindo estas palavras, a rosa agonizante estremeceu e, apelando para todas as suas forças, disse com voz entrecortada: - "Ouvi, vós, ignorantes, satisfeitas, covardes. Ontem, eu era como vós, humilde e segura. Mas a satisfação que me protegia também me limitava. Podia continuar a viver como vós, pegada à terra, até que o inverno me devolvesse em sua neve e me levasse para o silêncio eterno sem que soubesse dos segredos e glórias da vida mais do que as inúmeras gerações de violetas, desde que houve violetas. Mas escutai no silêncio da noite e ouvi o mundo superior dizer a este mundo: O alvo da vida é atingir o que há além da vida. Pedi então à natureza - que nada mais é do que a exteriorização de nossos sonhos invisíveis - 'transforma-me em rosa'. E a natureza acedeu ao meu desejo. "Vivi uma hora como rosa. Vivi uma hora como rainha. Vi o mundo pelos olhos das rosas. Ouvi a melodia do éter com o ouvido das rosas. Acariciei a luz com as pétalas das rosas. Pode alguma de vós vangloriar-se de tal honra? Morro agora, levando na alma o que nenhuma violeta jamais experimentara. Morro sabendo o que há atrás dos horizontes estreitos onde nascera, por que é esse o alvo da vida."
Khalil Gibran

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